Regulamentação de Drones para Aerolevantamentos no Brasil
O emprego de drones para aerolevantamentos teve um crescimento acelerado em setores como engenharia, topografia, agricultura de precisão e meio ambiente. No entanto, para garantir operações legais e seguras, é essencial respeitar as diretrizes estabelecidas pelos órgãos que controlam o espaço aéreo e a aviação civil no Brasil.
A seguir, a Mapstation oferece um guia detalhado sobre como se ajustar às normas e operar de acordo com as diretrizes da ANAC, DECEA e do Ministério da Defesa.
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Conhecendo os órgãos reguladores 🔹
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ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil): é responsável pelo registro das aeronaves e pela certificação dos pilotos.
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DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo): concede autorizações para a utilização do espaço aéreo através do sistema SARPAS NG.
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Ministério da Defesa: classifica e aprova operações de levantamento aéreo (categorias A ou B).
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ANATEL: valida o uso de frequências de rádio e a comunicação entre o drone e a central de controle.
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Etapas para regularização 🔹
2.1 Registro na ANAC
- Registre seu drone no sistema SISANT (aplica-se a drones com peso de até 25 kg).
- Drones que ultrapassam 25 kg necessitam de Certificado de Aeronavegabilidade e registro completo.
2.2 Seguro obrigatório (RETAR)
- A ANAC exige isso conforme o artigo do RBAC-E 94.
- O seguro deve cobrir eventuais danos a terceiros em solo.
2.3 Registro e autorização no DECEA
- Faça o registro de piloto e drone no SARPAS.
- Solicite a autorização para a atividade aérea especificando o local, o horário e a altitude máxima.
- Voos em áreas urbanas ou controladas precisam de um aviso mais antecipado e de uma análise detalhada.
2.4 Certificação do piloto
- Para atividades profissionais, é necessário que o piloto esteja registrado no SARPAS - ANAC.
2.5 Registro no Ministério da Defesa
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É obrigatório para profissionais ou empresas que realizam levantamentos aéreos comerciais.
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O operador deve se enquadrar nas categorias A ou B:
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Categoria A: Realiza a captação e o tratamento dos dados. Não recomendado quando o objetivo é apenas realizar voos como autônomo, pois acarreta a guarda de dados oriundos de aerolevantamentos, requerendo além de várias autorizações, infraestrutura com servidores de dados e também, inspeção periódica (presencial) do Ministério da Defesa.
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Categoria B: Realiza a captação dos dados, destinados a terceiros.
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Documentação necessária para o piloto em campo 🔹
Durante o voo, o operador deve ter em mãos (impresso ou digital):
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Registro ou matrícula da aeronave (ANAC)
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Comprovante do seguro RETAR
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Autorização de voo (DECEA - SARPAS)
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Documento de identificação pessoal
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Manual de operação do drone
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Permissão para levantamentos aéreos (Ministério da Defesa, se necessário)
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Procedimentos ao ser abordado por autoridades 🔹
Apresente tranquilamente a relação de documentos abaixo:
- Documento de identificação;
- Registro do drone (ANAC);
- Autorização de voo (SARPAS);
- Comprovante do seguro;
- Permissão de levantamentos aéreos (Ministério da Defesa, se necessário).
Esses documentos confirmam que a operação está em conformidade com a ICA 100-40 e o RBAC-E 94, prevenindo a apreensão do equipamento e penalizações.
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Como realizar o registro no Ministério da Defesa 🔹
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Acesse a Sessão de Cartografia no site do Ministério da Defesa.
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Registre-se como um empresário ou profissional.
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Solicite o credenciamento na categoria correta (A ou B).
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Anexe documentos como:
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CNPJ ou CPF;
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Descrição da operação;
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Certificados da ANAC e do DECEA;
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Termo de responsabilidade.
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Aguarde a aprovação para atuar legalmente em levantamentos aéreos.
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É vantajoso regularizar-se? 🔹
Sim. A regularização oferece:
- Acesso legal ao espaço aéreo;
- Credibilidade profissional;
- Segurança legal em contratos;
- Evita multas e a apreensão de equipamentos.
Além disso, empresas e pessoas devidamente registradas, têm a capacidade de fornecer uma gama mais ampla de serviços, inclusive para entidades públicas e construtoras que necessitam de documentação completa da captura dos dados.
- Considerações Finais 🔹
Conduzir levantamentos aéreos utilizando DRONES é uma tarefa que demanda alta precisão e significativa relevância técnica. Contudo, requer uma abordagem responsável em termos legais e cuidadoso planejamento das operações. Ao seguir os procedimentos descritos anteriormente e aproveitando soluções de processamento avançadas como a Mapstation, ficará viável converter seus voos em produtos geoespaciais profissionais como ortomosaicos, MDT, MDS, nuvens de pontos e modelos tridimensionais de maneira totalmente segura e em conformidade com as normas regulatórias.
Acesse o link: https://www.gov.br/anac/pt-br/assuntos/drones e faça seu cadastro o mais rápido possível.